Mas embora tudo esteja desmoronando, você tem que caminhar para frente, suportar este peso que está sobre tuas costas e até dar um sorrisinho vez ou outra. Desmanchar-se em lágrimas e súplicas por socorro não faz o problema solucionar-se. Tem que lutar menina, tem que acreditar que tudo dará certo exatamente da maneira que está pré-destinado a ser. Tu não está sozinha, mesmo que pareça. Acredite.
Estou aqui, gostaria de acolher-te em meio a um abraço extragrande e tomar suas dores para que você seja leve. Mas ainda assim, não há como. Porém, se você fraquejar e ameaçar cair, terá alguém para te impedir. Está desmoronando amor, sim, está. Pois então, dance sob os destroços que quase atingem sua cabeça. Mas se você se ferir, chore meu bem, isto não faz mal embora abale seu ego. Chorar alivia.
Agora levanta este corpo mesmo que a alma continue jogada ao chão. É necessário enfrentar, é a cruel vida que nos foi concedida, é tudo muito em vão, mas viva garota, é a única coisa que se pode fazer. E eu te amo.

Mas embora tudo esteja desmoronando, você tem que caminhar para frente, suportar este peso que está sobre tuas costas e até dar um sorrisinho vez ou outra. Desmanchar-se em lágrimas e súplicas por socorro não faz o problema solucionar-se. Tem que lutar menina, tem que acreditar que tudo dará certo exatamente da maneira que está pré-destinado a ser. Tu não está sozinha, mesmo que pareça. Acredite.

Estou aqui, gostaria de acolher-te em meio a um abraço extragrande e tomar suas dores para que você seja leve. Mas ainda assim, não há como. Porém, se você fraquejar e ameaçar cair, terá alguém para te impedir. 
Está desmoronando amor, sim, está. Pois então, dance sob os destroços que quase atingem sua cabeça. Mas se você se ferir, chore meu bem, isto não faz mal embora abale seu ego. Chorar alivia.

Agora levanta este corpo mesmo que a alma continue jogada ao chão. É necessário enfrentar, é a cruel vida que nos foi concedida, é tudo muito em vão, mas viva garota, é a única coisa que se pode fazer. E eu te amo.



Crônicas de quinta (categoria) - Carta para não voltar

Venha cá minha rebeldia, vê se escute-me desta vez; é a última que falo. O café em cima da mesa se utiliza de toda teimosia para continuar quente à espera de ti; assim como eu. O rádio repete à dias a mesma canção e os livros insistentemente contam apenas uma história de final desconhecido. À dias que minha mente é cercada por uma tal pergunta; e venho evitando-a, minha criança. O medo da resposta assombra-me. Mas agora, aqui.. papéis, mãos e canetas encheram-se de vida e não controlo mais tais palavras. Por que se foi? O que aconteceu com nossa vontade de permanecer voando pelos céus, pairando pelos ares? Para onde foi-se os planos que havíamos escritos em cada cantinho de nós?

Se era viagem certa, podia ter levado contigo solidão e angústia. Em troca deixaria as cores. Este incolor enjoa-me; tornei-me desbotada. Eu gostava de olhar ao redor e ver tudo coloridinho. Quem sabe então, deixaria as flores. Animava-me o doce cheiro exalado da estante. Gostava do modo como o sol brilhava e a lua nos falava. Sabes, ela tem me olhado triste; tem pedido auxílio e conselho as estrelas.. Banhadas em ilusão. 

Pequenina… é tão difícil e dolorido usar o nós. Junto se vai tudo aquilo que n’outro tempo chamamos por nosso. Tão mais complicado voltar aos braços da (solitária) primeira pessoa. Tragicamente “nós somos” mudou para “eu sou”. E o vidro daquela nossa velha janela da frente começou a embaçar; privando-me da beleza do belo jardim. Sinto um vento cortante passando ao meio desta exausta menina aqui por dentro. Destruindo; levando; quebrando; e apenas deixando o vazio. 

Ah criança, quem dera escrevesse algo novo, inédito. Minhas palavras já devem ter cansado-lhe. Perdoe-me por isso. Portanto, peço-lhe que não preocupe-se com pouco; ficarei bem. A menina está aprendendo a ser mulher; e a metamorfose machuca. Qualquer dia voando nesta imensidão azul, por destino, quem sabe por sorte, ela trombe em alguém com asas tão grandes quanto as delas e sem medo da altura de voar. E neste tombo, criança, quem sabe ela não esqueça você em algum lugar. 



Crônicas de quinta (no domingo) - Criança perdida

Sou uma bola de confusão. Se encaixando em cada cantinho escuro e em cada buraco fundo. Vivo costurando retalhos, insistindo no velho. Mas quando me meto a ir em frente, a buscar no novo a cor que me falta, dou de cara com uma porta bem maltratada. Sempre um rumo com pedras, com burracos e escuridão. Quaisquer sentimentos não entram. Passáros não voam, nem cantam. O verde e florido, hoje se resume a cinzas. Onde a vida passa e ninguém vive. Meu peito chama pel’outro lado. A imaginação fantasia. Quem sabe a mesma menina daqui, não é a mesma menina de lá? Quem sabe lá ela realmente não seja uma menina? Porque no amor tem mesmo disso… caminhamos sozinhos buscando algum tipo de abrigo que nos leve de volta para casa. Feito uma criança perdida. A gente só quer voltar.

E sabe minha criança, não se envergonhe dos tapetes sujos ou de travesseiros amassados. Não se incomode com as borras de café. Muito menos com palavras escritas nas paredes. Não peço um mundo novo… um mundo nosso bastaria. Sair voando, deixando as lembraças no passado. Fazer com que o sol entre, nos aquecendo por dentro. Na bagagem somente o novo e desconhecido. Sem peso, tudo leve. Somente o nosso quebra-cabeça. Lhe ajudo a deixar tudo colorido outra vez. Ajudo a luz entrar. Prometo trocar seus pesadelos por sonhos, e noites mal dormidas por dias bem vividos. Prometo que o grito cessa. Que a flor se abre. Que a lua sempre volta. E que a antiga sombra desaparece. Só não prometo ir embora no final. Porque sei que assim, eu chego d’outro lado dessa porta. Deixe de besteira criança.. Só vou entrar e arrumar essa cama.



Crônicas de quinta (categoria) - Romance nas vielas da cidade de prata

Uma blusa com listras vermelhas, uma calça jeans com um pequeno buraco no joelho esquerdo, all star vermelho e uma leve maquiagem no rosto. Delicada, andava pelas ruas, rindo de bobagens que os amigos comentavam…

Eu pensava: ela é a garota para mim! Essa é a garota pra mim!

Avermelhava nossos lábios o vinho que tomávamos, enquanto meus olhos se mantinham numa só direção. Eu via só ela, inerte no seu sorriso, sentada num banco de praça, cheio de garrafas e copos de bebida, e algumas sacolas. Era como se ela se apresentasse num palco, como a atriz principal, enquanto uma luz seguia seus movimentos por onde ia e eu, bobona, de boca aberta, era o único presente que se derretia a cada passo dela.

Eu tentava prever seus movimentos, seus pensamentos e a sua próxima ação. Imaginava um universo paralelo, distante de tudo e de todos, onde poderíamos nos amar, sem medo do mundo, sem medo do futuro e sem medo de nada. Foi quando ela se levantou e veio em minha direção. 

Eu, sem graça, pedi um abraço. Ela estendeu os braços, como se quem também o desejasse, me abraçou forte, enquanto sussurrava algumas palavras no meu ouvido. Deixei cair uma lágrima, mas rapidinho a escondi, sem que ninguém a notasse. Nem ela.

- Vamos dar uma volta comigo! Disse ela.

Juntamos as mãos e fomos desvendar as vielas da cidade de prata.

Eu, tentava desvendar os segredos do seu coração. E ainda hoje, sinto seus dedos entre os meus… 



Queria poder te levar pra longe. Sem destino certo, sem planos e sem correrias. A gente arranjaria um albergue legal em Londres ou uma pousada familiar em Amsterdã, não importa. Conheceríamos castelos europeus, restaurantes cheios de esquisitices gostosas, e entediantes museus históricos. À noite, por que não dar um rolê pelas boates de Paris? E depois nos amaríamos em algum hotel singelo de Budapeste. Sabe qual é o meu maior sonho? Descobrir o mundo lá fora, ao lado da pessoa que dominou o mundo aqui dentro. 



Crônicas de quinta(categoria) - Desamor em três atos

1. Quando tudo não se encaixa mais. Quando os horários desencontram. Quando os dedos não se entrelaçam. Quando a alma se perde junto do mar. Os olhares mudam e a dor aumenta. O amor da o lugar ao ódio. Conversa da o lugar a discussões e os afagos são dispensados. Este ato é o mais difícil e não o mais doloroso. Palavras ofensivas atingem o próximo e a si mesmo. E o culpado nunca será você. Tudo ficará confuso. Tudo lhe fará chorar. A vontade de vingança irá correr pelas suas veias. A faca sairá e entrará com rapidez em seu coração, o matando rápido.

2. Quando a aceitação virá falsa. Quando larga tudo para tentar viver de um jeito mais intenso sem ao menos perceber que se afunda cada vez mais no mesmo buraco. Quando consegue ficar uma hora ou até mesmo duas horas sem pensar na tal pessoa e por isso acha que já está livre do sofrimento ou do amor. Este ato não chega a ser tão doloroso quanto o terceiro. É mais calmo. Ele é falso. Iludi-te com perfeição.

3. Quando a aceitação virá verdadeira. Quando os olhos se abrem. Quando a faca entra e sai calmamente pelo seu coração, o fazendo doer de uma forma indescritível. Este ato pode ser comparado à morte. O teto cai por cima de você com uma delicadeza o fazendo sentir cada segundo da dor. O terceiro ato é o mais cruel. Faz-lhe suplicar a Deus por um colo. Por um minuto sem deixar uma lágrima derramar de seus olhos. A história acaba. O amor continua para um dos dois. E mais uma vez o desamor vence.



E esse friozinho na barriga, benzinho? Como isto pode acontecer comigo deste jeito depois de anos? Mil papéis já rabisquei em dedicação a você, mas nenhum deles falaram sobre o amor que faz-me sentir tão imensamente e também esse maldito friozinho que insiste em aparecer nas pontas dos meus pés e que sobe tão rapidamente arrancando arrepios por toda parte do meu pequeno corpo e até mesmo suspiros baixos e altos, pequenos e longos. Passamos por ‘longos’ meses conversando e dividimos tantos sorrisos e até hoje não entendo como o desfecho aconteceu, mas acho tão gostoso falar desta ligação que temos, você não concorda, benzinho? É de se passar horas imaginando, escrevendo, vivendo só com sua imagem em minha mente. É de se olhar para o jardim alheio e enxergar nós duas brincando embaixo da árvore, como duas adolescentes bobas e apaixonadas e até posso sentir o gosto do seu beijo e acredita que ele tem o mesmo gosto que o seu sorriso? O mesmo gosto que o seu olhar. Por vezes posso sentir nossos dedos se entrelaçando, assim como nossas almas que outrora encaixou-se perfeitamente. São as sms no final da tarde e o sorriso torto e sua mania de mexer a boca que faz-me amar-te cada vez mais. Hora lento e hora rápido é deste modo à pulsação do meu coração ao ouvir seu nome, ao ver-te encarar-me e até mesmo quando se atrapalha toda com as palavras e deixa roubar a atenção por algo que fiz. Mas, benzinho, eu ainda não entendo uma única coisa. Com tantas sensações boas, por que andas tão longe de mim, vem logo? Sei que está ao meu lado sempre, mas não posso enxerga-la, nem toca-la, sou impaciente. Ô, amor, deixe-me aconchegar em seus braços, deixe-me viver mais um pouco desta intensidade e antes mesmo que eu esqueça. Eu amo você, do modo mais gostoso possível. Gostoso assim, mesmo sem saber como amar.

E esse friozinho na barriga, benzinho? Como isto pode acontecer comigo deste jeito depois de anos? Mil papéis já rabisquei em dedicação a você, mas nenhum deles falaram sobre o amor que faz-me sentir tão imensamente e também esse maldito friozinho que insiste em aparecer nas pontas dos meus pés e que sobe tão rapidamente arrancando arrepios por toda parte do meu pequeno corpo e até mesmo suspiros baixos e altos, pequenos e longos. Passamos por ‘longos’ meses conversando e dividimos tantos sorrisos e até hoje não entendo como o desfecho aconteceu, mas acho tão gostoso falar desta ligação que temos, você não concorda, benzinho? É de se passar horas imaginando, escrevendo, vivendo só com sua imagem em minha mente. É de se olhar para o jardim alheio e enxergar nós duas brincando embaixo da árvore, como duas adolescentes bobas e apaixonadas e até posso sentir o gosto do seu beijo e acredita que ele tem o mesmo gosto que o seu sorriso? O mesmo gosto que o seu olhar. Por vezes posso sentir nossos dedos se entrelaçando, assim como nossas almas que outrora encaixou-se perfeitamente. São as sms no final da tarde e o sorriso torto e sua mania de mexer a boca que faz-me amar-te cada vez mais. Hora lento e hora rápido é deste modo à pulsação do meu coração ao ouvir seu nome, ao ver-te encarar-me e até mesmo quando se atrapalha toda com as palavras e deixa roubar a atenção por algo que fiz. Mas, benzinho, eu ainda não entendo uma única coisa. Com tantas sensações boas, por que andas tão longe de mim, vem logo? Sei que está ao meu lado sempre, mas não posso enxerga-la, nem toca-la, sou impaciente. Ô, amor, deixe-me aconchegar em seus braços, deixe-me viver mais um pouco desta intensidade e antes mesmo que eu esqueça. Eu amo você, do modo mais gostoso possível. Gostoso assim, mesmo sem saber como amar.



Crônicas de quinta – Fin

Faz frio aqui. Não sei se tenho febre, ou se de repente a temperatura caiu.
A vida perdeu a graça.
Essa clausura, essa falta. Dói.
As cores perderam seu som – andam mudas, vazias.
Os rostos, sem expressão. Tão mortos, apagados.
As músicas não têm mais acordes, são letras, levitando no vácuo.
Parece que todo mundo lá fora resolveu sair pra viver ao mesmo tempo, enquanto eu fico aqui. Sozinha.
Sinto falta dos meus amigos. Sinto falta das piadas, das risadas. A vida era boa.
É como se tudo tivesse morrido assim, de uma hora pra outra. Sem aviso prévio.
Restaram as fotos, as lembranças em sépia.
As mariposas no meu estômago voaram pra longe; A minha única companhia em anos.
As palavras perderam o sentido, como se fossem escritas em um idioma que eu não falo.
A vida, como encerrasse um ciclo. Como se chegasse ao fim outra vez, e tudo parece distante, assim como está.
A esperança morreu. Levou consigo a ansiedade por um novo sol. Levou consigo minha luz. Meu ar. E me largara aqui.



Sobre canecas e chá

Não sei minha cor preferida

Meu filme preferido

Minha música preferida

Meu escritor preferido

Meu poema preferido

Minha marca preferida

Meu jogo preferido

Minha banda preferida

Minha personagem preferida

Minha matéria preferida

Minha língua preferida

Meu filósofo preferido

Minha crônica preferida

Meu hobby preferido

Minha religião preferida

Meu programa de televisão preferido

Meu pintor preferido

Meu quadrinho preferido

Meu acessório preferido

Minha citação preferida

Meu esporte preferido.

Mas você sabe.



“E é sempre a mesma história: Você chora, morre de amor, senti a dor da saudade e corre atrás por alguém que se esconde atrás das folhas. Você conhece outra estação, ama, sorri e as folhas voam, trazendo o mal de volta.” — Cappuccino e Morangos.



Havia esquecido-me o quanto é gratificante observar as nuvens e formar através delas desenhos irreais, quebrando as correntes que prendiam a imaginação. Havia esquecido-me dos inúmeros tons e formas que a vida possui. Talvez seja a chegada de novos tempos que insistem em trazer consigo algumas coisas antigas. És hora de voltar a rabiscar o asfalto com lápis de luz. És o momento apropriado de expor a alma, abrir os olhos, sair de trás da porta e escancarar o coração dando permissão para que ocupem-no. A roda voltará a girar e os sorrisos voltarão a brilhar. O cinza será bordado com a cor da esperança e teus olhos cegos voltarão a enxergar, a me enxergar. Puxarei-te pelas mãos e te trarei para perto, até que entres em mim e faça de meu peito teu abrigo. Abrirei um sorriso convidando-lhe a permanecer para sempre e te oferecerei uma taça de vinho para celebrarmos a eternidade manchada com os nossos sangues quentes espalhados pelo chão frio da sala, misturando-se e colorindo sem ser necessária a utilização de pincéis. Beijarei-te os lábios e te pedirei para ultrapassar os limites comigo. És chegado o momento de resgatar o amor que faleceu em mim durante o inverno rigoroso e permitir que meus pensamentos sejam guiados por ti. És a era da rendição, do risco, do assobio que tu criarás em minha janela durante as manhãs calorosas e aromáticas. Percebi que já passei do ponto e que és preciso abandonar o trem, dando espaço à passageiros mortos e descoloridos que vivem imersos na monotonia de suas rotinas. Pregarei o número 42 na porta e acenderei uma vela sobre a mesa. Esperarei-te com os olhos presos no céu, com a ânsia de devorar as doces nuvens de algodão e encontrar algum pássaro capaz de carregar tuas cores deslumbrantes nas asas. Tua chegada espantará o cheiro amargo do café e quebrará os ponteiros do tempo. Perderemos-nos porque permitirei que tu me carregues em teu colo transportando-me pelo caminho errôneo dentre teus traços sublimes. E eu implorarei para que não arranques a doçura presa em meus lábios. E tu entregarás uma pétala murcha anunciando o perigo que seremos obrigadas a correr. Mas eu sei; sei e sinto, sinto e vejo, vejo e acredito que por ti, qualquer sacrifício e corte não será frívolo.

Havia esquecido-me o quanto é gratificante observar as nuvens e formar através delas desenhos irreais, quebrando as correntes que prendiam a imaginação. Havia esquecido-me dos inúmeros tons e formas que a vida possui. Talvez seja a chegada de novos tempos que insistem em trazer consigo algumas coisas antigas. És hora de voltar a rabiscar o asfalto com lápis de luz. És o momento apropriado de expor a alma, abrir os olhos, sair de trás da porta e escancarar o coração dando permissão para que ocupem-no. A roda voltará a girar e os sorrisos voltarão a brilhar. O cinza será bordado com a cor da esperança e teus olhos cegos voltarão a enxergar, a me enxergar. Puxarei-te pelas mãos e te trarei para perto, até que entres em mim e faça de meu peito teu abrigo. Abrirei um sorriso convidando-lhe a permanecer para sempre e te oferecerei uma taça de vinho para celebrarmos a eternidade manchada com os nossos sangues quentes espalhados pelo chão frio da sala, misturando-se e colorindo sem ser necessária a utilização de pincéis. Beijarei-te os lábios e te pedirei para ultrapassar os limites comigo. És chegado o momento de resgatar o amor que faleceu em mim durante o inverno rigoroso e permitir que meus pensamentos sejam guiados por ti. És a era da rendição, do risco, do assobio que tu criarás em minha janela durante as manhãs calorosas e aromáticas. Percebi que já passei do ponto e que és preciso abandonar o trem, dando espaço à passageiros mortos e descoloridos que vivem imersos na monotonia de suas rotinas. Pregarei o número 42 na porta e acenderei uma vela sobre a mesa. Esperarei-te com os olhos presos no céu, com a ânsia de devorar as doces nuvens de algodão e encontrar algum pássaro capaz de carregar tuas cores deslumbrantes nas asas. Tua chegada espantará o cheiro amargo do café e quebrará os ponteiros do tempo. Perderemos-nos porque permitirei que tu me carregues em teu colo transportando-me pelo caminho errôneo dentre teus traços sublimes. E eu implorarei para que não arranques a doçura presa em meus lábios. E tu entregarás uma pétala murcha anunciando o perigo que seremos obrigadas a correr. Mas eu sei; sei e sinto, sinto e vejo, vejo e acredito que por ti, qualquer sacrifício e corte não será frívolo.



Pobre de quem cai em tuas garras e perde-se em teu olhar. Ingênuo aquele que mergulha em tua história e faz de suas palavras verdades sólidas. Tu és enganosa, veneno impiedoso que tira a vida após a tua provisória eternidade forjada. Não estou em tua rede, pois deixei de caber nela. De um peixinho ingênuo tornei-me uma sereia de bela cauda, tudo por tua causa, pois tua maldade comigo falhou e fez-me crescer. E eu transbordei de tua rede e afundei teu barco. Voltei ao mar e avisei quem quisesse ouvir sobre teu perigo. Quem cair nas tuas mãos agora, será merecedor de ti e eu direi impiedosamente: Que seja mal feito, que seja doloroso! Eu cansei. Faça o que quiser agora pescador de migalhas, estou farta de ti e daquelas minúsculas mentes que te cercam.

Pobre de quem cai em tuas garras e perde-se em teu olhar. Ingênuo aquele que mergulha em tua história e faz de suas palavras verdades sólidas. Tu és enganosa, veneno impiedoso que tira a vida após a tua provisória eternidade forjada. Não estou em tua rede, pois deixei de caber nela. De um peixinho ingênuo tornei-me uma sereia de bela cauda, tudo por tua causa, pois tua maldade comigo falhou e fez-me crescer. E eu transbordei de tua rede e afundei teu barco. Voltei ao mar e avisei quem quisesse ouvir sobre teu perigo. Quem cair nas tuas mãos agora, será merecedor de ti e eu direi impiedosamente: Que seja mal feito, que seja doloroso! Eu cansei. Faça o que quiser agora pescador de migalhas, estou farta de ti e daquelas minúsculas mentes que te cercam.



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