Havia esquecido-me o quanto é gratificante observar as nuvens e formar através delas desenhos irreais, quebrando as correntes que prendiam a imaginação. Havia esquecido-me dos inúmeros tons e formas que a vida possui. Talvez seja a chegada de novos tempos que insistem em trazer consigo algumas coisas antigas. És hora de voltar a rabiscar o asfalto com lápis de luz. És o momento apropriado de expor a alma, abrir os olhos, sair de trás da porta e escancarar o coração dando permissão para que ocupem-no. A roda voltará a girar e os sorrisos voltarão a brilhar. O cinza será bordado com a cor da esperança e teus olhos cegos voltarão a enxergar, a me enxergar. Puxarei-te pelas mãos e te trarei para perto, até que entres em mim e faça de meu peito teu abrigo. Abrirei um sorriso convidando-lhe a permanecer para sempre e te oferecerei uma taça de vinho para celebrarmos a eternidade manchada com os nossos sangues quentes espalhados pelo chão frio da sala, misturando-se e colorindo sem ser necessária a utilização de pincéis. Beijarei-te os lábios e te pedirei para ultrapassar os limites comigo. És chegado o momento de resgatar o amor que faleceu em mim durante o inverno rigoroso e permitir que meus pensamentos sejam guiados por ti. És a era da rendição, do risco, do assobio que tu criarás em minha janela durante as manhãs calorosas e aromáticas. Percebi que já passei do ponto e que és preciso abandonar o trem, dando espaço à passageiros mortos e descoloridos que vivem imersos na monotonia de suas rotinas. Pregarei o número 42 na porta e acenderei uma vela sobre a mesa. Esperarei-te com os olhos presos no céu, com a ânsia de devorar as doces nuvens de algodão e encontrar algum pássaro capaz de carregar tuas cores deslumbrantes nas asas. Tua chegada espantará o cheiro amargo do café e quebrará os ponteiros do tempo. Perderemos-nos porque permitirei que tu me carregues em teu colo transportando-me pelo caminho errôneo dentre teus traços sublimes. E eu implorarei para que não arranques a doçura presa em meus lábios. E tu entregarás uma pétala murcha anunciando o perigo que seremos obrigadas a correr. Mas eu sei; sei e sinto, sinto e vejo, vejo e acredito que por ti, qualquer sacrifício e corte não será frívolo.

Havia esquecido-me o quanto é gratificante observar as nuvens e formar através delas desenhos irreais, quebrando as correntes que prendiam a imaginação. Havia esquecido-me dos inúmeros tons e formas que a vida possui. Talvez seja a chegada de novos tempos que insistem em trazer consigo algumas coisas antigas. És hora de voltar a rabiscar o asfalto com lápis de luz. És o momento apropriado de expor a alma, abrir os olhos, sair de trás da porta e escancarar o coração dando permissão para que ocupem-no. A roda voltará a girar e os sorrisos voltarão a brilhar. O cinza será bordado com a cor da esperança e teus olhos cegos voltarão a enxergar, a me enxergar. Puxarei-te pelas mãos e te trarei para perto, até que entres em mim e faça de meu peito teu abrigo. Abrirei um sorriso convidando-lhe a permanecer para sempre e te oferecerei uma taça de vinho para celebrarmos a eternidade manchada com os nossos sangues quentes espalhados pelo chão frio da sala, misturando-se e colorindo sem ser necessária a utilização de pincéis. Beijarei-te os lábios e te pedirei para ultrapassar os limites comigo. És chegado o momento de resgatar o amor que faleceu em mim durante o inverno rigoroso e permitir que meus pensamentos sejam guiados por ti. És a era da rendição, do risco, do assobio que tu criarás em minha janela durante as manhãs calorosas e aromáticas. Percebi que já passei do ponto e que és preciso abandonar o trem, dando espaço à passageiros mortos e descoloridos que vivem imersos na monotonia de suas rotinas. Pregarei o número 42 na porta e acenderei uma vela sobre a mesa. Esperarei-te com os olhos presos no céu, com a ânsia de devorar as doces nuvens de algodão e encontrar algum pássaro capaz de carregar tuas cores deslumbrantes nas asas. Tua chegada espantará o cheiro amargo do café e quebrará os ponteiros do tempo. Perderemos-nos porque permitirei que tu me carregues em teu colo transportando-me pelo caminho errôneo dentre teus traços sublimes. E eu implorarei para que não arranques a doçura presa em meus lábios. E tu entregarás uma pétala murcha anunciando o perigo que seremos obrigadas a correr. Mas eu sei; sei e sinto, sinto e vejo, vejo e acredito que por ti, qualquer sacrifício e corte não será frívolo.

Havia esquecido-me o quanto é gratificante observar as nuvens e formar através delas desenhos irreais, quebrando as correntes que prendiam a imaginação. Havia esquecido-me dos inúmeros tons e formas que a vida possui. Talvez seja a chegada de novos tempos que insistem em trazer consigo algumas coisas antigas. És hora de voltar a rabiscar o asfalto com lápis de luz. És o momento apropriado de expor a alma, abrir os olhos, sair de trás da porta e escancarar o coração dando permissão para que ocupem-no. A roda voltará a girar e os sorrisos voltarão a brilhar. O cinza será bordado com a cor da esperança e teus olhos cegos voltarão a enxergar, a me enxergar. Puxarei-te pelas mãos e te trarei para perto, até que entres em mim e faça de meu peito teu abrigo. Abrirei um sorriso convidando-lhe a permanecer para sempre e te oferecerei uma taça de vinho para celebrarmos a eternidade manchada com os nossos sangues quentes espalhados pelo chão frio da sala, misturando-se e colorindo sem ser necessária a utilização de pincéis. Beijarei-te os lábios e te pedirei para ultrapassar os limites comigo. És chegado o momento de resgatar o amor que faleceu em mim durante o inverno rigoroso e permitir que meus pensamentos sejam guiados por ti. És a era da rendição, do risco, do assobio que tu criarás em minha janela durante as manhãs calorosas e aromáticas. Percebi que já passei do ponto e que és preciso abandonar o trem, dando espaço à passageiros mortos e descoloridos que vivem imersos na monotonia de suas rotinas. Pregarei o número 42 na porta e acenderei uma vela sobre a mesa. Esperarei-te com os olhos presos no céu, com a ânsia de devorar as doces nuvens de algodão e encontrar algum pássaro capaz de carregar tuas cores deslumbrantes nas asas. Tua chegada espantará o cheiro amargo do café e quebrará os ponteiros do tempo. Perderemos-nos porque permitirei que tu me carregues em teu colo transportando-me pelo caminho errôneo dentre teus traços sublimes. E eu implorarei para que não arranques a doçura presa em meus lábios. E tu entregarás uma pétala murcha anunciando o perigo que seremos obrigadas a correr. Mas eu sei; sei e sinto, sinto e vejo, vejo e acredito que por ti, qualquer sacrifício e corte não será frívolo.


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