Quando os muros caíram, eu corri eufórica em direção aos destroços. Quis achar os pedaços da vida estilhaçada que haviam roubado-me. Revirei o local, levantei as pedras e limpei a poeira impregnada sobre alguns pertences meus. Pouco a pouco, fui descobrindo e encontrando pequenos fleches de luz vindos de algum lugar qualquer, o que tornava a procura um pouco mais fácil. Fui recuperando sorrisos, embora abrisse alguns ferimentos ao esbarrar em pilares pontiagudos. Recuperei meu baú de sonhos que a antiga rainha trancafiou naquele castelo. Por fim, o teto desabou sobre a cabeça da rainha que sufocou-se em angústia e perdeu os sentidos e as batidas do coração. Dela, encontrei apenas uma mão gélida presa sob um pedaço de uma das colunas majestosas que ela mesma construíra. Quem diria. Foi morta por teu próprio império e eu sobrevivi para resgatar o que me fora roubado.


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  1. postato da cappuccinomorangos


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